segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Make Up dos Deuses!


A maquiagem na Grécia Clássica utilizava produtos iguais aos dos egípcios: antimônio para olhos e para os lábios. Assim como no Egito, os espelhos não eram feitos de vidro, mas de metal polido. A vaidade e os preparativos de beleza eram comuns a praticamente todas as mulheres, mas as cortesãs – prostitutas da época costumavam usar maquiagem pesada, principalmente os ruges para as bochechas e pó branco, para cobrir o rosto. Espátulas, colheres e bastonetes de madeira, osso e marfim serviam para misturar e espalhar os produtos.

Havia mesmo especialistas na fabricação de produtos para maquiagem, que vendiam os preparados já prontos. Algumas escravas também se especializavam na arte de maquiar suas senhoras. 

Pó mortal
Os pós faciais, que surgiram em 4 000 a.C. na antiga Grécia, eram perigosos porque tinham uma grande quantidade de chumbo em sua composição e chegaram a causar várias mortes prematuras.



Rouge
Na Grécia Antiga que surgiu o primeiro antepassado do rouge. Segundo relatos do dramaturgo Aristófanes, na Atenas do século V a.C. as mulheres já utilizavam matérias-primas como gordura e tinta vermelha para produzir esse tipo de efeito corado nas faces. A tintura era obtida de raízes vegetais


Batom
Também na Grécia Antiga, as mulheres misturavam ingredientes como papa de cevada, chifre de veado moído, mel e salitre para produzir pastas à base de gordura que eram aplicadas nos lábios, como um batom primitivo. Mas, nessa época, isso servia mais para proteger os lábios do ressecamento do que para embelezá-los.






Obstáculos dos cosméticos
 Uma lei grega do século II proibia que as mulheres escondessem sua verdadeira aparência com maquiagem antes do casamento. A legislação draconiana, adotada pelo Parlamento britânico em 1770, permitia a anulação do casamento se a noiva estivesse de maquiagem, dentadura ou cabelo falso. 



Cores naturais 
Minérios, argila e fuligem davam os tons da maquiagem primitiva:



Vermelho
Na Antiguidade, maquiagens com esse tom continham óxido de ferro, tirado de rochas moídas. Minérios, argila e fuligem davam os tons da maquiagem primitiva.

Preto
A cor vinha de compostos contendo elementos básicos, como carvão, cinzas e fuligem

Verde
Era obtido a partir de um minério de cobre chamado malaquita, que tem coloração esverdeada

Amarelo e ocre
A principal matéria-prima usada para produzir esses tons era a argila




Acessórios!

Apesar da Grécia durante o período Arcaico (600- 475 a C), ter sofrido durante as Guerras Persas, tiveram sorte por terem pouco efeito sobre o alto nível da cultura helênica. As artes continuaram com crescente vigor nas cidades gregas. No Período Clássico, também conhecido como Idade de Ouro, a quantidade de jóias confeccionadas foi menor do que nos períodos anteriores.


Aqui tem fotos de alguns acessórios daquele tempo!




A opulência da arte da ourivesaria, no entanto, verificou-se após as conquistas de Alexandre, o Grande, quando o ouro e as gemas eram encontrados em abundância. 


As jóias gregas passaram então não somente a serem enriquecidas com designs de influências orientais, mas também embelezadas com gemas raras.


Durante o período de domínio romano, o design foi negligenciado em função de um maior embelezamento das jóias por gemas. O modo de vida luxuoso da corte bizantina, admirado e copiado por príncipes do Ocidente e do Oriente, era refletido em jóias fantásticas, em termos de design, técnicas de fabricação e elementos decorativos.


A profissão de argyroprates (joalheiro),era considerada uma das mais nobres da era bizantina.


E aqui algumas jóias atuais inspiradas nas antiguidades!









Cabeleira Grega!

      Talvez nada no mundo da moda tenha mudado com tanta freqüência através dos séculos quanto o estilo dos cabelos. Desde a antigüidade, tanto homens quanto mulheres, têm demonstrado grande preocupação com a saúde e beleza dos cabelos.

       Os salões de barbeiro, inicialmente utilizado apenas por homens, surgiram na Grécia Antiga. E pasmem, eles faziam mais ou menos o que hoje, nós mulheres adoramos fazer, quando vamos ao salão de beleza.. eram barbeados, faziam ondas nos cabelos, manicure, pedicure e recebiam massagens, enquanto conversavam sobre política, esportes e eventos sociais. Frenquentavam casas de barbearia e banho: filósofos, escritores, poetas e políticos!
      Os cabelos da grande maioria da população grega,eram espessos, escuros e usados longos e ondulados. Já as madeixas loiras eram raras e admirados pelos gregos! Ambos os sexos tentavam descolorir seus cabelos com infusões de flores amarelas.

      Os cidadãos prósperos ofereciam aos seus convidados os serviços dos seus barbeiros particulares. Como não existia secador e chapinha os cabelos e a barba eram ondulados com ferro quente!  Muitas poções eram usadas para prevenir a queda dos cabelos e o seu embranquecimento. O estilo de cabelo mais popular entre os homens era curto, escovado para a frente e com ondas. Já as mulheres, usavam tanto soltos e ondulados, quanto em rabos-de-cavalos. A utilização de presilhas de metal e de fitas coloridas também eram bastante populares.
     Diferentes penteados, com destaque para os cabelos encaracolados e arranjos feitos com ceras e loções eram muito comuns.   
      
         A pesquisa científica sobre cabelos começou quando a higiene pessoal se tornou um meio de prevenir o acúmulo de piolhos e sujeira, que ficavam escondidos sob as perucas, pós, perfumes e poções que vinham sendo usados pelo homem.  No início do século apareceram os salões de beleza para mulheres, os quais não serviam apenas para cuidar dos cabelos, mas eram um ponto de encontro como as barbearias na Grécia Antiga (Aê mulhegada! hahaha).
      Uma coisa é certa, seja por superstição, por costume, ou por vaidade, a verdade é que o ser humano sempre dispensou, e continua dispensando, grande atenção a essa parte do corpo. Hoje, porém, nós, homens e mulheres, podemos contar com um imenso arsenal para nos ajudar nessa tarefa. Compridos ou curtos, lisos, crespos ou ondulados, qualquer que seja a cor ou o seu estilo de cabelos, o importante é manter a saúde deles, a saúde da nossa pele.

Agora mais fotos de penteados com cabelos ondulados:




E para terminar, vejam agora um vídeo #ótimoooh que vai ensinar vocês a fazerem um rabo-de-cavalo grego!

Nos pés dos gregos!

Na grécia antiga, adultos e crianças andavam descalços em casa e quando saíam usavam sandálias de cabedal com muitas tiras.
Sandálias com polegares abertos eram o calçado apropriado para se usar dentro de casa. Havia muitos outros desenhos diferentes, do mais prático ao mais elegante. Sapatos, que envolviam o pé e cobriam os dedos, eram considerados apropriados para fora de casa. Quando visitando alguém, se retirava o sapato na porta e se deslizava para dentro as sandálias que eram carregadas pelos escravos. Há vários tipos de sapatos, e algumas versões de couro sobreviveram. Não havia diferenças dramáticas de gênero nos calçados (como os saltos altos que as mulheres usam hoje), embora os homens de classe mais alta pudessem usar sapatos mais distintos ou de cores características

Sapato grego: Já diferenciam o pé esquerdo do direito.




Réplicas de possíveis sapatos gregos:


Os calçados esportivos têm relação direta com as competições realizadas na Grécia, os Jogos Olímpicos da Antigüidade. Foi durante uma das competições, que alguns atletas se utilizaram de sandália feitas a partir de tiras de couro e obtiveram maiores êxitos do que outros que correiam descalços, pois até então, os grandes percursos e trajetos eram feitos descalços. Mais adiante, todos os competidores começaram a se utilizar destas sandálias e acabaram tornando-as comum entre a população.
As endromidas eram exclusivas aos gladiadores e aos atletas olímpicos. Os chinelos gregos eram de couro de antílope ou de tecido. Algumas botas femininas para o uso em interior eram verdadeiras obras de arte, e constituíam um privilégio das senhoras nobres.
Os gregos sempre preferiram cores claras , as senhoras optavam pelo branco, vermelho, amarelo ou verde enquanto que a linha masculina era usualmente vermelha. As tonalidades negras raramente eram empregadas.
O luxo também foi constante, sendo que ouro, prata, marfim e pedras preciosas constituíram adornos usuais empregados em profusão.

Os sapatos gregos influenciaram muito a moda dos sapatos nos dias atuais. Em 2009 muitas grifes apostaram nas famosas gladiadoras que fizeram as cabeças de muitas mulheres (e ainda fazem). Vejam algumas fotos dessa influencia #superestilosa grega!

Mais gladiadoras



E a novidade agora está no verão 2011 pois a grife AREZZO está lançando a sua mais nova coleção com influencias super GREGAS! Com a participação dos globais Mariana Ximenes, Maitê Proença e Reynaldo Gianecchini que aparecem em cenas de puro voyeurismo, quase em clima de ménage à trois. A campanha foi fotografada por Gui Paganini tem stylist de Alexandre Herchcovitch, confiram algumas fotos!










Deusa Grega entre os Hits de vestidos de festa para 2010.

O tema Deusa Grega é uma homenagem ao clássico.  Seus vestidos diáfanos, traduzidos em modelos como o tomara-que-caia e vestidos de um ombro só, têm um toque de sensualidade e fluidez, sem esquecer a beleza de uma elegância clássica.
Os vestidos desse estilo deverão ser muito vistos em festas que exijam um pouco mais de sofisticação e devem ser combinados com acessórios que não chamem mais atenção do que o próprio vestido.
Os modelos longos ficam ainda mais elegantes quando possuem drapeados  e detalhes com brilho (como broches por exemplo). Já os mais curtos são mais ajustados ao corpo e ficam mais atraentes em mulheres com o corpo em forma.

Confiram os modelos mais cobiçados:

Versace


Salvatore Ferragamo


Nicole Miller

Marc Jacobs

Marc Jacobs

Issa

Halston

Elie Saab

Donna Karan

Olimpo Fashion!

Drapeado em alta!


A idéia original de Madeleine Vionnet, que criou a técnica há cerca de 100 anos, remete às deusas gregas. Hoje, além de cair lindamente ao longo do corpo, o drapê aparece em pontos localizados.

Use: Como as ondulações aumentam o volume, escolha modelos que destacam os pontos específicos do seu corpo que você mais deseja valorizar, como ombros, seios, cintura ou quadris.

Não use: Drapeados em peças estampadas potencializam ainda mais as medidas. Evite se não estiver com a silhueta em dia.






Na passarela

Tessuti
Iódice





Inspiração Divina!

Os deuses, ou melhor, as deusas, devem estar em festa. Nesta estação, drapeados, ombros únicos e dourados à moda grega desceram do Olimpo e invadiram as passarelas de todo o globo.


A Grécia esteve nas passarelas dos últimos desfiles de moda.Vestidos, blusas e túnicas de um ombro só, ora com uma pegada mais oitentinha, ora com ares glamourosos, apareceram nas mais diversas coleções - das minimalistas Jill Sanders e Calvin Klein à ultrassexy Gucci. Por aqui, jérseis de seda e tecidos fluidos podem vir em formas um pouco mais soltas, como no desfile da Iódice, ou bem justas, como mostrou o carioca Carlos Tufvesson, sempre com muito drapê e sensualidade. Na moda praia, maiôs e biquínis se transformaram em tops perfeitos para as baladas.



Deusa Grega!

Gentee, Paris Hilton atacou de DEUSA GREGA no Festival de Cannes.

Ela apareceu em um evento usando o vestido longo da imagem acima, com inspiração de deusa grega. Repare no charme das correntes trançadas nas costas e nos acessórios: muitas pulseiras, tiara na cabeça e bolsa-carteira

Roupa Grega

O formato das roupas era idêntico para homens e mulheres e foi mantido assim durante séculos. A roupagem básica era uma túnica direita, presa ao ombro com alfinetes ou broches – Chiton – e uma capa, presa no cimo a esvoaçar. A roupa interior como a exterior caía solta em torno do corpo. As crianças usavam roupas semelhantes às dos pais mas as túnicas eram bem mais curtas para eles poderem correr com facilidade.

Vejam agora a semelhança entre as roupas masculinas e femininas:

Homens e mulheres o quíton que é um retângulo de tecido suficiente para criar a peça de roupa. Os longos eram usados para momentos mais cerimoniosos, ou curtos para o dia-a-dia; e o feminino era sempre longo. O quíton, ou melhor, esse retângulo de tecido, tratava-se da túnica dos gregos, colocada no corpo presa sobre os ombros e embaixo dos braços, sendo uma das laterais fechada e a outra aberta. Prendia-se sobre os ombros com broches ou alfinetes e, na cintura, amarrado por um cinto ou mesmo um cordão.

A palavra quíton que dizer “túnica de linho”, sendo de fato o tecido mais usado para a sua elaboração; porém, a lã também servia como base têxtil da peça.

Com relação aos trajes complementares, os gregos usavam mantos. Os masculinos eram dois; a clâmide, mais curta, feita de lã grossa e considerada a capa militar, ao passo que o himation era uma roupa civil, mais ampla e especialmente usada em dias mais frios.

O manto feminino, por sua vez, denominado de peplo, era bem mais longo, chegando até os pés.

Mais um exemplo das roupas da época, agora comparando veste feminina com as de criança:


Foto do filme Alexandre o Grande.

A Moda Grega

A grécia foi origem de um clássico padrão de beleza: a simetria entre os lados esquerdo e direito da vestimenta, pois para os gregos,o valor estético da vestimenta era mais importante que o erotismo da mesma. A maior parte dos gregos usava uma túnica que seguia esse padrão de simetria. Esses trajes eram feitos de lã artesanal, linho, e as vezes, seda.
A vestimenta mais usada era o "quiton". Um tecido retangular que que se assemelhava a uma túnica quando vestida. Era presa nos ombros e debaixo dos braços. Esta vestimenta era bastante longa, chegando a bater nos tornozelos de adultos e nos joelhos dos jovens.
Para a proteção contra o frio, usava-se o 'himation'. Roupa que cobria o corpo inteiro de seu usário. Essa mesma roupa era usada pelos filósofos gregos como traje básico, pois simbolizava a simplicidade e a elegância da cultura grega.


Aprenda a vestir um Quiton: